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Tipos de Aterramento Elétrico: Entenda as funções do SPDA, Malhas Dedicadas e Concessionária

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    Elétrica Sustentável Automatizada
  • há 5 horas
  • 5 min de leitura

O aterramento elétrico é o alicerce de qualquer projeto de engenharia que preze pela segurança e continuidade operacional. No entanto, muitos profissionais e clientes ainda confundem as funções de um aterramento de proteção (concessionária) com um sistema de proteção contra raios (SPDA) ou uma malha dedicada para eletrônicos.


Neste guia completo, vamos desmistificar os tipos de aterramento, as normas vigentes (NBR 5410 e NBR 5419) e como cada sistema atua na prática para proteger vidas e patrimônios.



O que é Aterramento Elétrico e por que ele é Vital?


Diferente do que muitos pensam, aterrar não é apenas "enfiar uma haste no solo". É projetar um caminho de baixa impedância para que correntes de falha, sobrecargas e descargas atmosféricas sejam dissipadas com segurança.


Sem um sistema eficiente, o corpo humano torna-se o caminho mais fácil para a corrente elétrica (choque), e equipamentos sensíveis sofrem com surtos que causam danos irreversíveis.


1. Aterramento de Concessionária e os Esquemas da NBR 5410


O aterramento de concessionária é o ponto de partida em qualquer unidade consumidora. Ele garante que o neutro da rede tenha uma referência de zero volts e protege contra contatos indiretos. Segundo a NBR 5410, os sistemas são classificados em três categorias principais:


Sistema TN (Terra-Neutro)


É o mais comum no Brasil. O neutro da alimentação é aterrado e as massas dos equipamentos são ligadas a ele.


  • TN-S (S de Separate): O condutor de proteção (PE) e o Neutro (N) são separados em toda a instalação. É o padrão ouro para hospitais e data centers.


  • TN-C (C de Combined): Neutro e Terra compartilham o mesmo condutor (PEN). Atenção: É proibido em novas instalações residenciais.

💡 Exemplo Prático: Escritório de ContabilidadeImagine um escritório com 20 computadores interligados. Ao utilizar o sistema TN-S, o fio Neutro e o Terra são separados desde o quadro principal. Isso evita que o "ruído" elétrico gerado por motores de ar-condicionado interfira na transmissão de dados, evitando lentidão e travamentos no servidor.

Sistema TT (Terra-Terra)


Aqui, a fonte tem seu aterramento e o consumidor faz o seu de forma independente.


  • Exigência: O uso de DR (Dispositivo Diferencial Residual) é obrigatório, pois a corrente de falta pode ser baixa demais para disparar um disjuntor comum.

💡 Exemplo Prático: Chácaras e Sítios - Em uma chácara onde a energia vem de um poste distante, o aterramento da rede pode ser ineficiente. O proprietário instala sua própria malha de terra local e um DR. Se a bomba do poço entrar em curto, o DR detecta a fuga para essa malha local e desliga a energia antes que alguém receba um choque na água.

2. SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas)


Enquanto o aterramento da NBR 5410 foca na baixa tensão, o SPDA (regido pela NBR 5419:2015) foca no fenômeno natural mais destrutivo: o raio.


💡 Exemplo Prático: Galpão Logístico - Em um galpão com cobertura metálica, o engenheiro projeta uma Gaiola de Faraday, criando malhas de alumínio no telhado. Quando o raio atinge a estrutura, a corrente é dividida por vários condutores de descida. Isso impede que o raio "salte" para dentro do galpão, protegendo funcionários e empilhadeiras elétricas.

3. Aterramento Dedicado e Malhas Eletrônicas


Equipamentos como CLPs e servidores exigem um "terra limpo". Para eles, utilizamos o Aterramento Dedicado.


  • Diferencial: Utiliza condutores isolados para filtrar interferências eletromagnéticas.


  • Atenção: Jamais isole totalmente essa malha; ela deve ser equalizada ao sistema principal para evitar Diferença de Potencial (DDP).

💡 Exemplo Prático: Clínica de Ressonância Magnética - O fabricante exige uma resistência baixíssima (menor que 1 Ohm). É construída uma malha específica para a sala de exames. Para evitar que um raio no prédio "frite" os sensores da máquina, essa malha é conectada ao BEP do edifício. Estão todos no mesmo nível de potencial, mas o equipamento mantém seu caminho de escoamento livre de ruídos.


4. A Importância da Equipotencialização


Um erro comum é não interligar as massas metálicas.


💡 Exemplo Prático: Indústria Química - Se houver uma falha em um motor e o aterramento não estiver interligado às tubulações de gás, a carcaça do motor pode estar a 220V enquanto o cano está a 0V. Um operador tocando em ambos receberia um choque fatal. Ao conectar tudo ao BEP (Barramento de Equipotencialização Principal), eliminamos essa diferença de voltagem.

Comparativo Técnico: Qual a aplicação correta?


Tipo de Sistema

Foco Principal

Norma Base

Exemplo Prático

Concessionária

Segurança contra choques

NBR 5410

Entrada de energia residencial

SPDA

Descargas Atmosféricas

NBR 5419

Prédios, galpões e indústrias

Dedicado

Proteção de Eletrônicos

NBR 5410

Servidores e equipamentos médicos


Manutenção e Medição: O Papel do Terrômetro


O aterramento sofre corrosão com o tempo. Inspeções visuais e medições com o Terrômetro são fundamentais.


💡 Exemplo Prático: Medição de Campo - Durante uma inspeção em um condomínio, o engenheiro usa o Método de Wenner (4 estacas). Se a resistência estiver acima do permitido, a solução prática é o uso de solda exotérmica (que evita oxidação) e a adição de hastes em paralelo para aumentar a área de dissipação.


Segurança é Investimento


Projetar um sistema de aterramento robusto é a única forma de garantir que sua instalação elétrica seja sustentável e segura. A conformidade com as normas ABNT é o que separa o profissional de sucesso do amador.


Precisa de segurança e eficiência no sistema elétrico da sua empresa?

A E.S.A oferece soluções completas em SPDA e Aterramento:


Elaboração de Projetos personalizados.

Execução Técnica com especialistas.

Medições e Laudos de alta precisão.


Soluções de alta complexidade para garantir a proteção total da sua estrutura.




FAQ: Dúvidas Comuns sobre Aterramento e SPDA


1. Posso usar a estrutura de ferro do prédio como aterramento?


Sim. A NBR 5410 e a NBR 5419 recomendam o uso das armaduras de aço das fundações (concreto) como eletrodo de aterramento natural. Isso é extremamente eficiente, mas deve ser previsto em projeto para garantir a continuidade elétrica de toda a estrutura.


2. Qual a resistência de aterramento ideal?


Embora a NBR 5419 não estipule mais um valor fixo (como os antigos 10 Ohms), o consenso na engenharia é que, quanto menor a impedância, melhor. Para sistemas eletrônicos sensíveis, valores abaixo de 5 Ohms são geralmente buscados para garantir a estabilidade.


3. Posso ligar o terra do para-raios no terra das tomadas?


Deve. Segundo o princípio da equipotencialização, todas as malhas de terra de uma edificação devem ser interligadas ao BEP. Se você mantiver terras isolados, em caso de um raio, pode surgir uma diferença de potencial de milhares de volts entre eles, causando arcos elétricos e queima de equipamentos.


4. O que acontece se eu não tiver aterramento?


Além do risco iminente de choques fatais, seus equipamentos ficam vulneráveis a surtos elétricos. Muitos fabricantes invalidam a garantia de máquinas industriais e eletrodomésticos se a instalação não possuir um condutor de proteção (PE) funcional.


Glossário de Termos Técnicos


  • BEP: Barramento de Equipotencialização Principal.

  • Haste de Aterramento: Eletrodo metálico cravado no solo.

  • DPS: Dispositivo de Proteção contra Surtos (essencial em conjunto com o aterramento).

  • Método de Wenner: Técnica de 4 estacas para medir a resistividade do solo antes do projeto.

  • Solda Exotérmica: Conexão molecular entre condutores que impede o mau contato por oxidação.


Solicite sua Inspeção Técnica


Um sistema de aterramento invisível pode ser um sistema inexistente. Não corra riscos com fiscalizações do Ministério do Trabalho ou sinistros de seguros. A E.S.A (Elétrica Sustentável Automatizada) realiza desde o projeto até o laudo técnico de conformidade.



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Redação de Artigos

O conteúdo descrito neste site e páginas de redes sociais relacionadas a ele foram redigidos por Sabrina Levi Dmitriev.
 

Uma engenheira de minas e engenheira elétrica brasileira, apaixonada por desvendar os segredos da terra e da energia. Com um olhar curioso e uma mente analítica, explora as profundezas das minas e os labirintos dos sistemas elétricos, buscando soluções inovadoras e sustentáveis para o mundo.
 

Formação:

  • Engenharia de Minas [UNICAMP]

  • Engenharia Elétrica [PUC-SP]

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